terça-feira, 3 de maio de 2011

TEMAS PARA DISCUSSÃO

Educação é aquilo que fica depois que você esquece o que a escola ensinou.


Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.

Educar é viajar no mundo do outro, sem nunca penetrar nele. É usar o que passamos para transformar no que somos.(Maria, a maior educadora da História)

A educação para o sofrimento, evitaria senti-lo, em relação a casos que não o merecem.

A educação é uma coisa admirável, mas é bom recordar que nada do que vale a pena saber pode ser ensinado.

O mestre disse: Por natureza, os homens são próximos; a educação é que os afasta.

Educação é aquilo que a maior parte das pessoas recebe, muitos transmitem e poucos possuem.

A educação do homem começa no momento do seu nascimento; antes de falar, antes de entender, já se instrui.

É no problema da educação que assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade.

A educação é um processo social, é desenvolvimento. Não é a preparação para a vida, é a própria vida.

Toda a educação assenta nestes dois princípios: primeiro repelir o assalto fogoso das crianças ignorantes à verdade e depois iniciar as crianças humilhadas na mentira, de modo insensível e progressivo.

Não eduques as crianças nas várias disciplinas recorrendo à força, mas como se fosse um jogo, para que também possas observar melhor qual a disposição natural de cada um.

A educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tam pouco a sociedade muda.

Tenha em mente que tudo que você aprende na escola é trabalho de muitas gerações. Receba essa herança, honre-a, acrescente a ela e, um dia, fielmente, deposite-a nas mãos de seus filhos

Os filhos tornam-se para os pais, segundo a educação que recebem, uma recompensa ou um castigo.

Toda a educação, no momento, não parece motivo de alegria, mas de tristeza. Depois, no entanto, produz naqueles que assim foram exercitados um fruto de paz e de justiça.

A boa educação consiste em esconder o bem que pensamos de nós próprios e o pouco bem que pensamos dos outros.

Não será preferível corrigir, recuperar, e educar um ser humano que cortar-lhe a cabeça?

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Justiça Restaurativa

Escolas utilizam mecanismo da justiça restaurativa para resolver conflitos

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Não é simples para pais, professores e diretores lidarem com o tema da violência nas escolas, que se manifesta de diferentes maneiras. Algumas escolas encontraram na justiça restaurativa a saída para solucionar conflitos entre alunos e entre alunos e professores.
 
A justiça restaurativa é um mecanismo já usado em outros âmbitos para a resolução de conflitos de forma extrajudicial, com participação mais efetiva dos envolvidos e de outros membros da comunidade. Uma de suas premissas é a substituição da punição do infrator pela restauração da relação entre as partes. 
Em São Caetano do Sul, o juiz Eduardo Rezende Melo, da 1ª Vara da Infância e Juventude, coordena desde 2005 um projeto de justiça
restaurativa em escolas públicas da cidade. O projeto tem apoio da Secretaria da Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça e financiamento do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). A capacitação dos professores nessas escolas deverá ser retomada no próximo mês. 
 
Essa experiência tem mostrado que muitas vezes os papéis de vítima e infrator confundem-se, não sendo adequado promover a polarização das partes. Em casos de violência física na escola, nas relações de vizinhança e entre familiares pode acontecer, por exemplo, de o "infrator" estar reagindo a alguma agressão precedente por parte da "vítima", que pode ser de natureza não-física. "A punição nesses casos seria revitimizadora e não contribuiria para a melhoria das relações entre os envolvidos, nem para a realização da justiça", afirma o juiz.
 
Em 2006, o projeto foi ampliado para outras escolas estaduais no bairro de Heliópolis, na capital, e na cidade de Guarulhos, com o apoio da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo e das respectivas Varas da Infância e da Juventude.
 
A escola que adere ao projeto implanta um Círculo Restaurativo, espaço de poder compartilhado, sem julgamentos ou culpabilização. Alunos, professores, dirigentes escolares, representantes das comunidades e das instituições sociais e oficiais (como organizações não-governamentais e Justiça), além das próprias partes envolvidas nos conflitos, são estimulados a discutir de forma organizada o que motivou o conflito e suas conseqüências. 
 
O objetivo é conseguir superar o conflito e chegar, de forma cooperativa e autônoma, a um acordo, que deve ser factível, preciso e válido para todos os envolvidos no Círculo. Busca-se também melhorar o ambiente de convivência na comunidade escolar.